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Santa Catarina: um estado plural ! A multiplicidade de características encontradas em Santa Catarina encanta seus moradores e turistas, que se impressionam com a variedade de opções oferecidas pelo estado. De praias exuberantes a largas planícies, a grande mistura dos povos que espalharam por cada canto de Santa Catarina sua cultura faz com que o estado seja um dos destinos mais procurados todos os anos por pessoas do mundo inteiro. Plural em sua natureza, Santa Catarina destaca-se pela diversidade de cenários e por ostentar paisagens inigualáveis. Com um litoral riquíssimo, onde há praias para todos os públicos, gostos e modalidades, com ilhas, dunas e balneários, além do trecho mais preservado da Mata Atlântica, de florestas de araucárias, cânions, campos, cachoeiras, planícies e planaltos, tem-se a serra, única região do Brasil em que neva todos os anos. Dessa forma, o estado chama a atenção por conter tantas opções em menos de 100 mil km². Plural em sua cultura, a colonização em Santa Catarina deu-se pelas mais distintas etnias, responsáveis pela abundância de costumes e hábitos preservados até hoje, como festas tradicionais, culinária e folclore. O estado proporciona aos seus visitantes desde pratos típicos das regiões frias da Europa até iguarias do mar em festas que contemplam todas as danças e religiões. Assim é Santa Catarina: um estado de contrastes. Redação: Marília G. Boldorini. |
Santa Catarina turismo para todos ! Com paisagens rurais belíssimas, uma natureza exuberante e núcleos urbanos em pleno desenvolvimento, Santa Catarina atrai visitantes de todas as idades em todas as épocas do ano. Seja para curtir o frio da serra catarinense, a única região do Brasil que neva todos os anos, seja para passar o verão em uma das mais de 500 praias ao longo do litoral, estima-se que o estado receba mais de oito milhões de pessoas anualmente. Além da natureza a favor do turismo em Santa Catarina, o Estado também investe no setor, o que fez com que a atividade tivesse um grande crescimento nos últimos anos. Houve diversos e significativos incentivos e investimentos dos setores público e privado na infra-estrutura e na divulgação de roteiros por todo o país e pelo mundo. Os municípios também despertaram para a atividade e construíram, dessa forma, produtos e roteiros novos e 13 Convention & Visitors Bureau, órgão que age na captação de eventos e divulgação de atrativos turísticos. A rede hoteleira e a de eventos seguiram o fluxo e já oferecem mais de uma centena de espaços para eventos e mais de 275 mil leitos em 2,5 mil meios de hospedagem. Por causa da forte imigração ocorrida em Santa Catarina, é possível encontrar no estado vestígios das culturas portuguesa, africana, alemã, italiana, ucraniana, polonesa, tirolesa entre outras em todos os aspectos, como, por exemplo, na gastronomia e na arquitetura. O povo é hospitaleiro e o Estado, sinônimo de excelência. Os índices sociais e de qualidade de vida estão entre os melhores do país, comparáveis aos de países desenvolvidos. Redação: Marília G. Boldorini. |
Santa Catarina cidades e praias que encantam ! Santa Catarina contempla uma enorme variedade de culturas e estilos, que resultam em uma gama de opções diversificadas para seus moradores e turistas. A principal atração do estado sem dúvida é a capital catarinense. Também conhecida como Floripa e oriunda da colonização portuguesa, Florianópolis é atualmente o destaque de Santa Catarina, por ter belas praias, onde se pode aproveitar o sol, passeios histórico-culturais, com os quais se conhece importantes fatos da cidade, e uma vida noturna intensa para todos os públicos. Ao nordeste de Santa Catarina é possível fazer um passeio tradicional pelo caminho dos príncipes, um dos principais centros da economia do estado. Joinville, a maior cidade catarinense, é famosa por seu Festival de Dança. Já São Francisco do Sul, o terceiro município mais antigo do Brasil, contém o Museu do Mar e o Forte Marechal Luz, e Jaraguá do Sul, o Parque Malwee. Ainda no litoral há locais encantadores e modernos. Prova disso é o Parque Beto Carrero World, localizado em Penha. O maior parque multitemático do mundo atrai milhares de visitantes todos os anos, e, de sua Big Tower com 100 metros de altura em queda livre, é possível ver toda a região, famosa por Bombinhas, com 22 belas praias, por Balneário Camboriú, centro de efervescência da região, e por Itajaí, sede do maior porto pesqueiro do país. Já no vale europeu estão as cidades mais tradicionais. Colonizada por alemães, a região concentra pontos turísticos, arquitetura e gastronomia tipicamente germânicos. A maior cidade da região é Blumenau, onde se realiza todos os anos a Oktoberfest. Já os mais religiosos podem preferir conhecer o Santuário de Santa Paulina, a primeira santa do Brasil, que fica no município de Nova Trento. No oeste do estado as cidades oferecem desde visitas a ateliês de escultores, como em Treze Tílias, a águas termominerais, em Piratuba. Colonizadas por italianos, Videira, Pinheiro Preto e Tangará formam o Vale da Uva e do Vinho e contêm vinícolas e cantinas típicas. Também fundados por italianos, Chapecó, São Miguel do Oeste e Xanxerê são municípios voltados para o agroturismo e para a agropecuária, além de serem boas opções de programas radicais. Acompanhados pelo frio e pela culinária campeira, os visitantes da serra catarinense podem fazer o chamado turismo rural e de aventuras, passando por vales, morros e cachoeiras. Uma das principais festas da região é a do Pinhão, que acontece em Lages, cidade próxima a São Joaquim, onde neva todos os anos. Para os mais radicais, o sul de Santa Catarina é uma ótima pedida. Há bons locais para vôo livre em Laguna e Tubarão, além de ser possível ainda praticar outros esportes. Criciúma também fica na região e é o terceiro maior pólo nacional de produção de jeans, tornando-se, dessa forma, o maior centro estadual do setor de confecções. Para conhecer mais sobre os atrativos turísticos e culturais de cada cidade, clique no município desejado. Redação: Marília G. Boldorini. |
Santa Catarina um estado marcado pela colonização Européia ! O surgimento de algumas das principais cidades do estado de Santa Catarina têm origem na fixação do grande contingente de imigrantes que povoou a região, estabelecidos em minifúndios agrícolas. Estes municípios guardam até hoje, na sua paisagem e nos seus hábitos, as marcas da presença do imigrante europeu. Festas, comidas típicas, dialetos, artesanato, produção familiar são expressões vivas que, juntamente com a arquitetura, o traçado urbano de cidades e vilas, as estradas rurais e a paisagens naturais, dão cores especiais aos mais diversos recantos do estado, constituindo uma Paisagem Cultural singular. Igrejas, clubes, escolas e pequenas indústrias artesanais fazem parte do conjunto edificado pelos imigrantes nas diversas colônias, animado pelas tradições que se mantêm vivas em toda a região. É relevante, por exemplo, a importância das escolas e dos clubes de caça e tiro nas colônias alemãs, bem como da igreja e da vida religiosa entre italianos e poloneses católicos. Tais estruturas são marcadas presentes até hoje no contexto rural e urbano das regiões de imigração. São testemunhos importantes da história. As pequenas propriedades rurais são as estruturas mais representativas desse patrimônio. Os detalhes da casa, de organização e arquitetura peculiar; os grandes ranchos de madeira de proporção e volume singulares; a relação do conjunto construído com pastagens, plantações e cursos d`água, são alguns dos elementos que conferem às regiões onde estão as características especiais e paisagens únicas. Além disso, as pequenas propriedades calcadas na mão-de-obra familiar representaram a base das transformações sociais, econômicas e culturais do estado. A colonização alemã foi a mais intensa em Santa Catarina. Desde a Colônia São Pedro onde destaca-se a presença do elemento germânico nas mais diversas localidades. Nesse contexto destacam-se a Colônia Blumenau (na região do Vale do Itajaí), fundada em 1850; a Colônia Dona Francisca (hoje Joinville), de 1851 e seus desdobramentos, como a Colônia Hansa, de 1897 (hoje jaraguá do Sul, Corupa e a região de Ibirama) e a Colônia São Bento do Sul, fundada em 1873 (hoje São Bento do Sul e Campo Alegre). Encontra-se também nesse conjunto a Colônia Itajahy-Brusque, localizada no Vale do Itajaí Mirim, fundada em 1860 (hoje Brusque, Guabiruba e Botuverá). Muitos dos colonos que lutavam para sobreviver sob condições precárias na Colônia São Pedro deslocaram-se para as novas colônias do Vale do Itajaí em busca de melhorias, juntando-se aos novos imigrantes recém aportados. Os fluxos imigratórios no estado incrementaram-se com a chegada, a partir de 1870, de imigrantes italianos, alocados nas bordas das colônias alemãs, especialmente da Colônia Blumenau, onde hoje situam-se as cidades de Ascurra, Rodeio e Rio dos Cedros; e no sul do estado, onde foram fundadas as Colônias Urussanga, Grão-Para e Azambuja. No mesmo período ocorreu a vinda maciça de poloneses ao Brasil, num movimento que ficou conhecido como a "febre polonesa". Os imigrantes eslavos são também distribuídos pelas mais variadas regiões do estado, mesclando-se aos outros elementos nos lugares onde já se encontravam estabelecidas outras etnias, agrupando-se mais densamente na região norte, próximo à divisa com o Paraná que na época eram terras contestadas. Na Colônia Lucena (hoje cidade de Itaiópolis) constituiram-se importantes núcleos poloneses e ucranianos, a eles misturados uma parcela de alemães. Estima-se que o Brasil tenha recebido cinco milhões de imigrantes de 1819 a 1947. Colônias e sua localização: Colônia Saí (Guaruva e região) |
Santa Catarina uma história de encantos ! Habitada desde a pré história pelos homens do sambaqui, 5.000 a.c. e posteriormente por índios Itararés, carijos, guaranis, Kaigang e Xokleng, Santa Catarina, entre os estados do Paraná e do Rio Grande do Sul, localizado na região Sul do Brasil, tem atraído diversos visitantes. A partir do descobimento do Brasil pelos portugueses a colonização foi intensificada e os povos que até então habitavam o estado aos poucos foram suprimidos, restando hoje pequenos povoados indígenas. em 1514 o estado foi batizado de Ilha dos Patos pelos portugueses Nuno Manuel e Cristóvão de Haro. Um ano depois onze náufragos da expedição de Juan Díaz de Solís ficaram no local, os quais começaram uma intensa miscigenação com os índios carijós. A tribo era exímia na confecção de redes, esteiras e cestos, costume que permanece até os dias atuais. A partir de 1549 os índios da região começaram a ser catequizados pelos jesuítas sob a chefia do padre Manuel da Nóbrega. Apesar do empenho dos padres e de os estudos terem se colocado como um obstáculo à escravização, os portugueses não conseguiram, contudo, desempenhar bem sua tarefa, desistindo da catequese no sul. Como o Brasil foi dividido em capitanias hereditárias, a costa catarinense até Laguna e dois terços da do Paraná formaram a capitania de Santana, doada a Pero Lopes de Sousa, o qual não providenciou a colonização da região. Dessa forma, no começo do século XVIII as terras foram compradas pela coroa portuguesa, decisão que não agradou a Espanha, que se considerava dona do território. Assim, várias expedições espanholas ficaram por algum tempo no estado. Diogo Sanabria recebeu até mesmo a missão de colonizar o Rio da Prata e de povoar também o porto de São Francisco do Sul. Dois anos depois, o grupo partiu para o Paraguai sob ameaça de ataque pelos silvícolas. Liderada pelo português Manoel Lourenço de Andrade, que tinha uma procuração para estabelecer ao sul uma povoação que denominou Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco, em 1658 deu-se a primeira fundação estável da costa catarinense. Já o paulista Francisco Dias Velho estabeleceu-se na ilha por volta de 1675 e ergueu uma igreja em Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis. É ainda atribuída a ele, porém sem certeza, a mudança do nome da Ilha dos Patos para a Ilha de Santa Catarina, já que tinha uma filha com o mesmo nome. O também paulista Domingos de Brito Peixoto na mesma época organizou uma bandeira para tomar as terras desabitadas ao sul e fundou em 1676 Santo Antônio dos Anjos de Laguna, conhecida atualmente apenas pelo último nome. A povoação vivia de uma agricultura rudimentar e da exportação de peixe seco para Santos e para o Rio de Janeiro. Apesar de pequena e pouco habitada, o local tornou-se o núcleo mais importante da costa catarinense no início do século XVIII, posição que entrou em decadência por causa da abertura do caminho entre as pastagens do Rio Grande do Sul e o planalto paulista em 1728. Em 1726 Nossa Senhora do Desterro foi elevada à vila e em 1738 aconteceria o grande salto da história catarinense com o governo do brigadeiro José da Silva Pais, vindo do Rio de Janeiro. As primeiras modificações de seu comando tiveram caráter militar. É do uniforme das milícias, e especialmente da cor do colete, que deriva o apelido dos habitantes da terra, conhecidos como barriga-verde. Com o objetivo português de fortalecer os povoados, Laguna foi elevada à categoria de vila em 1774, de onde partiram expedições até a colônia do Sacramento e Montevidéu. Como desde o começo do século XVIII Santa Catarina esteve sob o comando da capitania de São Paulo, os habitantes da região tiveram seus filhos obrigados a suprir tropas das lutas no Prata. Nesse episódio, por razões estratégicas, toda a costa meridional brasileira passou à jurisdição direta do Rio de Janeiro. Também era importante a ocupação eficaz de todo o território. Por isso se deu a imigração açoriana, de 1748 a 1756, com a maior parte dos cinco mil açorianos que aqui chegaram instalando-se na ilha. Com as três fundações litorâneas já povoadas até a segunda metade do século XVIII, Don Luís António de Sousa Botelho Mourão, o Morgado de Mateus, governador da capitania de São Paulo, resolveu povoar o sertão do estado, interessado principalmente em garantir o domínio português na região e o escoamento do gado do Rio Grande do Sul para São Paulo. Dessa maneira, encarregou Antônio Correia Pinto da missão de povoar Lages. Guaratuba, mais ao litoral, também foi povoada por sua ordem. Em 1775 foi fundada a Vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages. A vila era basicamente composta por fazendas de criação de gado, mas vegetou ao longo de um século inteiro por ficar sem comunicação, perdida no interior, com precária ligação com Curitiba e São Paulo. Mal defendida e abandonada por Portugal, Santa Catarina, ao longo da guerra entre Portugal e Espanha, foi tomada por Pedro de Zeballos em 1777 sem resistência alguma, exceto por Laguna. Um ano depois, Portugal garantiu suas terras novamente. Com atividades simples e rudimentares, basicamente formada pela pesca e pela agricultura, toda a capitania enfrentou na segunda metade do século XVIII um longo período de estagnação. Nas primeiras décadas do século XIX, porém, a situação havia progredido um pouco, sem haver casos de miséria gritante ou de grandes fortunas. Com a passagem de Lages à jurisdição do governo da ilha em 1820, a região passou a ter uma configuração próxima à da atual e toda a serra catarinense deixou de ser comandada por São Paulo. Depois da independência do Brasil, em 1829 iniciou-se a colonização de Santa Catarina pelos imigrantes alemães, sob o comando do brigadeiro Francisco de Albuquerque Melo. Dois anos depois se deu o lançamento do primeiro jornal publicado na região, dirigido pelo capitão Jerônimo Francisco Coelho, com o título de O catarinense. Graças ao movimento farroupilha acontecido no Rio Grande do Sul de julho a novembro de 1839, Laguna foi ocupada pelos revolucionários, que proclamaram no local a República Juliana, aliada à de Piratini. É dessa época Ana de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi, moradora da região que uniu sua vida à de Giuseppe Garibaldi. Lages também aderiu à revolução, mas submeteu-se no começo de 1840. Em 1845 a revolução já havia cessado. Em 1849 Joinville foi fundada. Um ano depois foi a vez de Blumenau e em 1860 a de Brusque. Na década de 1870 Santa Catarina tinha aproximadamente 160 mil habitantes em 20 municípios e, com a proclamação da República, o número foi para cerca de 200 mil. Porém as vilas e cidades litorâneas viviam da pesca, da lavoura e do comércio de subsistência, todos sem grande expressão. Além disso, as freqüentes mudanças na administração prejudicavam o progresso catarinense. Quanto aos escravos, a ilha contava com apenas 20% deles em sua população total. A partir de 1870 desenvolveu-se com intensidade a campanha abolicionista e o jornal O abolicionista foi criado. Em 24 de março de 1888 na capital da província foi constatado que não havia mais um só escravo. Com o impulso da imigração, houve planos de ocupar os espaços vazios da ilha desde o começo do século XIX. A primeira tentativa deu-se com 166 famílias alemãs em 1829, as quais foram para São Pedro de Alcântara, seguida por outras também alemãs e italianas. Embora muitos estrangeiros tenham se integrado às comunidades tradicionais e tenha ocorrido a caboclização, a maioria das colônias passou a ter características marcadas e um ambiente próprio. Em 1850, reunidos por Hermann Blumenau, os primeiros colonos passaram a ocupar as margens do rio Itajaí-Açu, formando núcleos fabris. A vila daria origem mais tarde a Blumenau. O mesmo progresso pôde ser visto nas terras herdadas pela princesa Dona Francisca como dote de casamento. Em 1851 começaram a chegar os primeiros colonizadores ao local, formados basicamente por alemães, suíços e noruegueses. Em 10 anos a colônia já contava com três mil habitantes, 70 engenhos de mandioca, 30 de açúcar e mais de 30 fábricas. O sul da província teve sua colonização no fim do século XIX pelos italianos, que se dedicavam à lavoura e à vitivinicultura. Com a proclamação da República em 1889, nomeado por Deodoro da Fonseca, o primeiro governador do Estado de Santa Catarina foi o tenente Lauro Severiano Müller, que deixou o cargo com a saída de Deodoro, dois anos mais tarde. Por causa da revolução federalista do Rio Grande do Sul, o estado catarinense passou por uma época de instabilidade política e foi também palco de vários episódios por conta do movimento. Na época Desterro foi proclamada a capital provisória da República e em 1894 o coronel Antônio Moreira César assumiu o governo do Estado e exerceu suas funções com mãos-de-ferro. Pouco depois Hercílio Luz elegeu-se governador catarinense. Na mesma época a capital do estado passou a se chamar Florianópolis em homenagem a Floriano Peixoto, então presidente da República. Foi também nesse período que ocorreu um dos embates mais importantes da história do estado catarinense, a Guerra do Contestado, entre a população cabocla e os representantes do poder estadual e federal brasileiro, com destaque para a figura do beato João Maria. Durante o movimento revolucionário de 1930 no Rio Grande do Sul, o estado de Santa Catarina foi invadido pelas forças que colocaram Getúlio Vargas no poder. Florianópolis resistiu com bravura ao avanço gaúcho até a revolução triunfar em todo o território brasileiro. Assim, de 1930 a 1945 o Estado foi governado por interventores federais. Somente entre 1935 e 1937 o governo foi entregue ao governador eleito Nereu Ramos. Em 1960 uma grande área do estado localizada no meio e no extremo oeste, que vivia escassamente povoada e com grandes dificuldades, passou a ter importância cada vez maior, pois passou a ser ocupada por colonos estrangeiros e gaúchos. Na mesma época a educação também deu um grande salto com a criação da Universidade Federal de Santa Catarina e de outras instituições educacionais por todo o estado. Pela destruição das matas catarinenses, em julho de 1983 a região foi atingida por uma das mais graves enchentes de sua história, com a maioria dos 199 municípios da época tendo declarado estado de calamidade pública. Graves conflitos pela posse de terra entre lavradores e proprietários rurais desenvolveram-se em meados da década de 1980, de modo geral acompanhados por situações de violência e invasões de fazendas. Redação: Marília G. Boldorini. |
Grandes oportunidades de negócios no estado de Santa Catarina ! Santa Catarina, além da cultura e do turismo, é um centro de negócios e está situada no topo do ranking nacional de desenvolvimento humano e econômico. Sua produção industrial, por exemplo, é exportada para 190 países de todos os continentes, e o Estado triplicou sua economia nas últimas décadas. Suas belezas naturais e a vocação para o turismo tornam o local ideal para a realização de congressos, espetáculos culturais e passeios. Com uma infra-estrutura de qualidade em todos os aspectos, Santa Catarina consegue atrair os mais variados eventos, como o Festival de Dança de Joinville e a Oktoberfest de Blumenau, os quais trazem para o estado todos os anos milhares de participantes, profissionais e visitantes. A fim de aumentar o turismo da região, até então limitado à temporada de verão, houve a criação de espaços de médio e grande porte para a realização de eventos, garantindo uma boa ocupação dos hotéis e restaurantes por todo o ano. Em Florianópolis, por exemplo, há o Centrosul e o Costão do Santinho, os quais abrigam importantes eventos do país com repercussão em todo o mundo. Fora o turismo de negócios, setor em ascensão no estado, Santa Catarina também se caracteriza pelas suas atividades econômicas. No Oeste destaca-se a agroindústria; no Sul, a cerâmica e a mineração; no Vale do Itajaí, a indústria têxtil; no norte e nordeste, a indústria metal-mecânica; no planalto serrano, o manejo florestal; e no litoral, a pesca, a informática e o comércio internacional. Redação: Marília G. Boldorini. |




















